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Catherine Henry - My Blog
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Se você esqueceu ou não aprendeu...

A cada dia que passa, fico mais apavorada com o nível gramatical dos jovens que escrevem na internet. Parece que a gramática foi para o lixo da História. Isso não pode continuar a ser assim. Senão vamos para a ruina do nosso país.

Se você também pensa como eu, então na próxima vez em que fôr postar algo na internet, se tiver uma dúvida, vá atrás de resolvê-la. Se você esqueceu como se conjuga o verbo que quer utilizar na frase, encontrei um site onde você coloca o infinitivo do verbo e encontra todos os tempos conjugados a um clique de distância. O site é esse.


September 2, 2008 | 8:09 AM Comments  0 comments

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Reputação é tudo

Indiscutivelmente, a internet transformou-se nos últimos anos numa poderosa ferramenta de informação, capaz tanto de construir quanto de destruir reputações, o que se tornou também uma fonte de preocupação principalmente para as empresas. Com o aumento exponencial dos fóruns de discussão, blogs e redes sociais, as organizações nunca estiveram tão expostas a cobranças de consumidores e a pressões sociais, ambientais e políticas. Hoje, internautas e sobretudo clientes usam a rede mundial desde para denunciar irregularidades até para apontar problemas com produtos e com o atendimento. Em resumo, com a expansão da web, a vigilância sobre as empresas nunca foi tão grande. A Dell que o diga. Em 2005, a fabricante norte-americana de computadores teve sua imagem seriamente abalada por causa de problemas com sua assistência técnica. O caso, já bastante difundido na web, aconteceu com o jornalista Jeff Jarvis. Ao ligar seu computador, um laptop da marca recém-adquirido, percebeu que ele estava com defeito. Como havia comprado o equipamento com direito a suporte em casa durante dois anos, acionou o serviço. Após descrever em detalhes o problema, obteve como resposta que de nada adiantaria a visita de um técnico. Dezenas de conversas telefônicas depois, e ainda sem uma solução, Jarvis concordou em enviar o laptop para o conserto. A máquina voltou com diversas peças trocadas e sem o defeito resolvido. Envolveu-se, então, numa longa troca de e-mails, e de nada adiantou. Irritado, o jornalista publicou em site pessoal, o blog BuzzMachine, um post com o relato detalhado do seu calvário, sob o sugestivo nome de Dell Hell (inferno da Dell). A história se espalhou por todos os cantos do ciberespaço e foi parar nas páginas de jornais como o New York Times, Washington Post e Wall Street Journal. No Brasil, um caso muito conhecido ocorreu entre um consumidor e a Fiat Automóveis. Em 2002, o jornalista e professor universitário Maritônio Barreto de Almeida, residente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, adiantou 15,5 mil reais como parte de pagamento de um Fiat Stilo 1.8, cujo valor total era de 42,6 mil reais. Mas o carro não chegou. Depois de 51 dias de espera e sem ter nenhuma satisfação da montadora, mesmo após o envio de e-mails, fax e diversos telefonemas para o serviço de atendimento ao cliente, ele decidiu criar um site em tom satírico, que rapidamente ganhou notoriedade na rede. Maritônio se vestiu de palhaço para protestar contra o que considerou descaso e mau atendimento da montadora, e estampou a foto na página. A montadora não achou graça e emitiu uma notificação extrajudicial exigindo que o provedor de hospedagem retirasse a página do ar. Este, no entanto, não aceitou as exigências da Fiat e manteve o site funcionando, até que uma determinação judicial exigiu a retirada da página da internet. O jornalista chegou a mudar de provedor, mas a Fiat entrou com uma ação na Justiça, que ordenou que o Registro.br, órgão responsável pelo controle de domínios criados no Brasil, cancelasse o domínio ‘maritonio.com.br'. Apesar de a multinacional ter conseguido fechar o site, o caso teve enorme repercussão na internet, o que, sem dúvida, causou grande desgaste à marca. Os dois episódios ajudam a confirmar um aforismo já antigo do mundo dos negócios, segundo o qual uma marca leva anos para ser construída, mas a sua destruição pode durar minutos. Quando ela é exposta na internet, então, o dano pode ser muito maior e mais rápido, e manchar ou arrasar a reputação de uma empresa num piscar de olhos. Um estudo recente realizado pelo Ibope/NetRatings, que analisou o comportamento dos usuários que navegam em sites relacionados a comunidades e blogs, em dez países da América Latina, Europa e Ásia, corrobora a percepção de que as redes sociais têm forte influência em relação à sustentação ou destruição de uma marca ou reputação de uma organização. No caso específico do Brasil o impacto, positivo ou negativo, tende a ser ainda maior, pois é o país que mais acessa redes sociais, com 18,5 milhões de pessoas, conforme dados do instituto de pesquisas. Segundo a empresa, se forem acrescidos a este número os fotologs, videologs e sistemas de mensagens instantâneas, o número salta para 20,6 milhões de brasileiros que usam as redes sociais, o que representa cerca de 90% do total de usuários que acessam a internet mensalmente. “O crescimento acentuado das redes sociais no Brasil e a influência que elas exercem sobre os usuários que são também consumidores, ainda não são amplamente conhecidos pelas corporações. Pelo que temos observado, conhecer bem essas redes sociais e aprender como fazer parte delas não apenas previne eventuais crises ou problemas de imagem das empresas, como também as aproxima de seus públicos, funcionando como uma valiosa ferramenta estratégica”, afirma Alexandre Magalhães, gerente de análise do Ibope/NetRatings. O estudo, que fez parte de uma espécie de relatório piloto de um novo produto anunciado pelo instituto de pesquisas, batizado de Redes Sociais, usou como referência as grandes montadoras de automóveis e a relação destas com as redes de relacionamento. Os resultados obtidos mostram dados interessantes. Um deles é que caso elas decidissem realizar uma grande campanha para impulsionar o consumo de automóveis e, para isso, utilizassem seus sites oficiais, as montadoras falariam para cerca de 2 milhões de pessoas duplicadas em um mês. Por outro lado, se os membros das comunidades relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam 1 bilhão de pessoas duplicadas. Ou seja, 500 vezes ou 49.900% mais impactos possíveis do que as montadoras. Persona virtual Um outro estudo, este do Aberdeen Group, constatou, no entanto, que as empresas, de modo geral, já começam a se dar conta da importância da internet também como ferramenta de alerta quando a reputação de suas marcas está em risco, seja devido ao defeito em um produto ou porque um cliente está decepcionado com os serviços prestados. O que muitas companhias ainda não sabem é como medir o quanto a exposição negativa na rede mundial pode afetar os negócios e como agir diante de uma situação dessas. De acordo com o consultor sênior do grupo Conectt, Cacau Guarnieri, a palavra-chave é feedback. “A empresa precisa procurar ter um retorno detalhado para saber o que está acontecendo, e o primeiro passo é freqüentar a blogosfera e participar de fóruns de discussão e redes sociais para saber o que se fala na internet a respeito dela. Mas isso deve ser feito sem nenhuma interferência, nenhuma ‘contaminação'. O objetivo deve ser receber o feedback e gerenciar os resultados”, enfatiza. O consultor explica que a reputação digital é atribuída também ao que se convencionou chamar de persona virtual –ou seja a representação na web de uma pessoa ou empresa, que pode ser por meio de conteúdos publicados, avatares (representações criadas dentro do mundo virtual), serviços e produtos oferecidos. Ele observa que a reputação digital é construída sempre pelo “outro”. “Por exemplo, quando colocamos uma avaliação positiva para um vendedor no mercado livre estamos ajudando a construir sua reputação digital, que pode ser positiva ou negativa. O mesmo acontece quando damos estrelas para um determinado vídeo no YouTube ou recebemos o comentário de alguma pessoa em nosso blog. A reputação digital serve para gerar valor e feedback para as nossas ações na web. É por meio da reputação digital que criamos referências e segurança quando precisamos delas dentro do caos de informação ou de ambientes que demandam relações baseadas na confiança – como os de comércio digital”, detalha. Guarnieri destaca, porém, que a reputação digital pode ser construída tanto de forma positiva como extremamente negativa. “Assistimos a casos da utilização de redes de relacionamento, como o Orkut, para ações bastante destrutivas de reputações. Nesse caso, são ataques ou bullying que partem do digital e repercutem no real, no físico. O meio digital amplifica e facilita o ataque e o anonimato do agressor.” Para a advogada especialista em direito digital, Patrícia Peck Pinheiro, as empresas antes somente se preocupavam com o que colocavam na internet, mas agora têm de se estar atentas ao que é colocado sobre elas na rede mundial. Ela salienta também que a web não só ampliou a repercussão dos problemas com a reputação de uma empresa como também diversificou os riscos. Entre as principais situações de perigo que podem levar uma empresa a ter sua imagem manchada, a advogada cita o vazamento de informação confidencial, como, por exemplo, de um projeto discutido em um blog ou site de relacionamento; informações divulgadas por terceiros que podem estremecer as relações com fornecedores e parceiros negócios, ou impactar o desempenho das ações em bolsa, no caso de companhias de capital aberto; a violação dos direitos do consumidor e a concorrência desleal, como o uso de links patrocinados (anúncios exibidos na lateral das páginas de busca do Google ou outro site de buscas) para uma marca que a empresa revende, por exemplo, para trazer clientes em seu benefício. Um dos problemas mais comuns envolvendo a reputação na web, porém, apontado por Patrícia, é a utilização do nome de domínio por empresas que não detêm o direito sobre a marca. Segundo ela, no Brasil, mais de mil casos já foram à Justiça devido à disputa por endereços eletrônicos. Em alguns, donos das marcas venceram quando a intenção de golpe ficou clara. Esse tipo de apropriação, diz a advogada, viola a lei de propriedade industrial “porque possibilita que o terceiro não detentor do direito da marca confunda o usuário da rede, trazendo, inclusive, prejuízos de ordem financeira ao titular e induzindo o consumidor a erro, pois poderá adquirir produto pensando ser de determinada marca, quando na realidade é de outra”. Em casos com esse, Patrícia recomenda que a empresa detentora da marca envie uma notificação extrajudicial exigindo do infrator o bloqueio, retirada e a guarda do conteúdo como prova. Gerenciamento da marca O impacto que um comentário feito em um blog, por exemplo, pode ter sobre uma marca é imensurável. Qualquer pessoa pode criar um blog e começar a falar para todo o planeta. “As pessoas estão acostumadas a trabalhar com níveis estrondosos, mas com a internet elas precisam compreender que não é necessário 1 milhão de comentários falando mal da empresa, basta um único para que ele se espalhe rapidamente”, alerta Claudia Woods, diretora de estratégia e inteligência da Predicta, consultoria especializada na área de marketing digital. O caso da Dell é ilustrativo do que fala a consultora – o que começou como reclamação de um único consumidor se transformou em uma discussão nacional. Por isso, o desafio das empresas, segundo ela, é achar o equilíbrio tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo. “Às vezes, mesmo um simples comentário, que não contenha necessariamente um tom crítico, é um indicativo de algum problema”, observa Claudia. Outro aspecto sensível é a decisão de reagir ou não a um comentário desfavorável à empresa. Mas para isso, a diretora da Predicta esclarece que a empresa precisa ter um plano de gerenciamento da marca e estabelecer limites de até onde são aceitáveis as críticas ou os protestos de um cliente. “O primeiro passo para isso é simples, basta que a empresa abra espaço – um blog, por exemplo – para ouvir e dialogar com os clientes. Mas ela precisa ter consciência de que não se trata das cartas de leitores tradicionais, em que os leitores escrevem reagindo, positiva ou negativamente, ao que leram, e que podem ser filtradas. Num blog não há como impedir que uma pessoa se manifeste.” A criação de blogs, grupos de discussão e comunidades é apontada por especialistas em web como uma demonstração de que a empresa está disposta a dialogar com seus clientes. Na verdade, trata-se de um trabalho preventivo, segundo Alexandre Kavinski, diretor de novos negócios da Mídia Digital, uma agência de comunicação online que oferece soluções completas em internet, mídia on-line, criação de websites, publicidade na internet. Ele explica que a sustentação da reputação on-line envolve dois aspectos: a proteção da imagem da empresa em si e a monitoração constante dos consumidores na internet. “Mas as empresas precisam ter claro que não basta somente controlar a reputação, é necessário que desenvolvam um trabalho de posicionamento da marca, ou seja, como ela quer que o consumidor a veja ou a associe.” Kavinski diz que o que se percebe no mercado brasileiro é que muitas empresas estão presentes na internet sem saber o que desejam atingir. “E isso pode ser frustrante”, alerta o executivo. Os especialistas são unânimes em salientar que quando uma pessoa ou um grupo está atuante e determinado a protestar, o pior que você pode fazer é ignorá-lo. Mesmo que os ataques sejam pequenos, as empresas não podem se dar ao luxo de cruzar os braços. A Dell, ao menos, aprendeu a lição. Após a repercussão do caso do jornalista Jeff Jarvis, a fabricante criou um site chamado Idea Storm (Tempestade de Idéias) para receber sugestões e reclamações dos clientes. Outras empresas preocupadas com a sua reputação na web deveriam seguir o mesmo caminho.

Fonte: TI Inside


September 1, 2008 | 8:09 AM Comments  0 comments

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A CIA - Central Intelligence Agency obtém ricas informações de blogs

Publicado no Blog Inteligência Competitiva

"CIA mines 'rich' content from blogs" (CIA pesquisa rico conteúdo de blogs) é o título do artigo publicado no "The Washington Times" de 24 de agosto de 2008, mostrando como os blogs podem ser uma valiosa fonte de informações.

É importante para quem tem um blog saber o que deve ou não publicar, pois esta ferramenta de comunicação, aparentemente inofensiva, tem abrangência mundial e é fonte de informação aberta, podendo ser acessada por qualquer pessoa.

Este blog passa, a partir deste momento, ser monitorado pela CIA pelo fato de terem sido utilizadas algumas palavras-chave, associadas à segurança doméstica americana e que são sistematicamente monitoradas pelos sistemas de rastreamento de comunicações (telefone, fax e email) da NSA - National Security Agency.

O artigo do "The Washington Times" foi mantido em inglês, como originalmente publicado.

President Bush and U.S. policy-makers are receiving more intelligence from open sources such as Internet blogs and foreign newspapers than they previously did, senior intelligence officials said.

The new Open Source Center (OSC) at CIA headquarters recently stepped up data collection and analysis based on bloggers worldwide and is developing new methods to gauge the reliability of the content, said OSC Director Douglas J. Naquin.

"A lot of blogs now have become very big on the Internet, and we're getting a lot of rich information on blogs that are telling us a lot about social perspectives and everything from what the general feeling is to ... people putting information on there that doesn't exist anywhere else," Mr. Naquin told The Washington Times.

Eliot A. Jardines, assistant deputy director of national intelligence for open source, said the amount of unclassified intelligence reaching Mr. Bush and senior policy-makers has increased as a result of the center's creation in November.

"We're certainly scoring a number of wins with our ultimate customer," said Mr. Jardines, who became the first high-level official in charge of the government's nonsecret intelligence in December.

"I can't get into detail of what, but I'll just say the amount of open source reporting that goes into the president's daily brief has gone up rather significantly," Mr. Jardines said. "There has been a real interest at the highest levels of our government, and we've been able to consistently deliver products that are on par with the rest of the intelligence community."

Mr. Naquin said recent OSC successes have included the discovery of a technology advance in a foreign country. Also, most data on avian flu outbreaks come from open sources, he said.

"Have we got coups out of it? Close to it," Mr. Naquin said. "But certainly we've had more insight than we've ever had before."

The OSC uses powerful computers and software technology to "sift" the Internet for valuable intelligence. It also buys information from commercial databases.

In the past, open-source reports were used mainly by intelligence analysts.

"But now our customer base literally ranges from the president to local police departments," Mr. Naquin said. The Fairfax County police use OSC products, as do police departments in San Diego, New York and Baltimore. The center also provides support to the U.S. military.

A Defense Department official said Chinese military bloggers have become a valuable source of intelligence on Beijing's secret military buildup. For example, China built its first Yuan-class attack submarine at an underground factory that was unknown to U.S. intelligence until a photo of the submarine appeared on the Internet in 2004.

The center took over the CIA's Foreign Broadcast Information Service, known as FBIS, that was formed in 1941 to translate foreign broadcasts.

The OSC is doubling its staff and bringing in material from 32 government agencies that also produce unclassified reports, Mr. Jardines said.


August 25, 2008 | 7:08 AM Comments  0 comments

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O que está havendo é muito grave: leia até o fim por favor

Escrito por Brasileira Insone em seu blog: Republico o texto da minha colega de orkut aqui porque o que está acontecendo do ponto de vista da Liberdade de Expressão no Brasil é muito grave. Está na hora de tomarmos a única atitude que podemos tomar. Falar sobre o assunto. Leia por favor.

******

Estes últimos dias foram intensos. Tenho tanta coisa a dizer que às vezes parece que estão saindo letrinhas pelos orifícios da minha cabeça.

Eu entendo que muitos estejam fazendo pouco caso do que está acontecendo.

Uma parte destas pessoas se esquece de que este não é um problema que deve preocupar apenas usuários do Orkut.

Trata-se de um precedente que coíbe a manifestação política, a publicidade espontânea do voto de cada um e o debate em busca de outros.

Não importa o ambiente, se é aquele que a gente usa ou não. Importa combater o que está errado mesmo que, num primeiro momento, isso não esteja nos atingindo.

Mas a maior parte talvez não esteja se importando muito porque julga que o Orkut é uma coisa para adolescentes e crianças. Enganam-se. O Orkut é uma ferramenta – nada mais que uma ferramenta – como outra qualquer, como um lápis, como um carro.

Um lápis pode ser usado por uma criança para fazer desenhos, mas também pode servir para um grande homem escrever sua obra-prima e ganhar o Prêmio Nobel. E o mesmo lápis pode servir para o chefe de uma quadrilha enviar um recado aos seus comparsas. Igualmente, um carro pode servir tanto para dar um passeio, como para levar alguém ao hospital ou para assaltar um banco. Tudo depende do uso que se dá.

Em especial, o Orkut é uma ferramenta que propicia 1) o reencontro de pessoas que não se viam há muito tempo; 2) a aproximação de pessoas que têm pensamentos ou interesses afins; e 3) o debate franco sobre qualquer assunto, com todas as vantagens e desvantagens que isso tem.

Por isso, creio que é hora de fazer alarido público e junto à imprensa, sim. O fato de interferirem, da forma como estão interferindo, no Orkut é coisa grave, e deve despertar a atenção dos defensores da democracia e da liberdade de expressão. Essa determinação do TSE simplesmente nos deixou sem ação na internet, como cidadãos. É um descalabro que a justiça impeça que os cidadãos declarem publicamente seus votos (como muitos faziam no seu avatar) em um ambiente privado (sim, o Orkut, embora virtual, é um ambiente privado – já volto a falar sobre isso). É como se entrassem no nosso quintal e dissessem: "não, vocês não podem usar bottons do candidato de vocês, nem balançar bandeiras etc".

Estas coisas costumam funcionar como dominó (se não pode isso, também não pode aquilo; se não pode aquilo, aquele outro também não etc.), como já estão funcionando: hoje à tarde foram apagados mais perfis de nossos amigos, incluindo um em homenagem ao Mário Covas, sem banner nem nada – que, me digam, o que tem a ver com o peixe da eleição deste ano?

Segundo o que estamos vendo acontecer, perfis que simplesmente tenham banner do candidato e/ou seu número estão sendo apagados. Então pergunto: e campanha contra, pode? Por exemplo, se eu quiser colocar um banner com Eu não voto em corruPTos, ou quiser colocar Fora Marta ou Fora Gleisi, aí pode? E se eu colocar Geraldo Alckmin Prefeito ou Beto Richa Prefeito no meu sobrenome, aí pode? E se eu pedir votos para as pessoas nas comunidades, mesmo sem ter nada no perfil, pode? Como é que vão vigiar tudo isso? E qual é a diferença entre isso e usar um botton no peito e sentar na mesa de um bar e tentar convencer os amigos a votar no meu candidato? Ou vão querer vigiar isso também? E se eu copiar e colar (com a fonte) a notícia boa e/ou ruim sobre um candidato de um jornal, revista ou portal de emissora de TV num tópico? Ou copiar e colar o comentário do blog de um jornalista de opinião, favorável a um candidato, numa comunidade? Isso não é fazer campanha na internet também? Ou até o jornalista no blog dele vai ser censurado? Por que é que pode elogiar um candidato no blog dele não pode copiar a opinião dele para cá ou espalhá-la no Orkut? Como diferenciar o que é fazer campanha do que não é? Ou só pode se manifestar "politicamente" (?) na internet quem é jornalista ou ainda não tem certeza de em quem vai votar?

Vou dar o exemplo do meu caso. Não estou oficialmente na campanha de qualquer político. Escrevo o que escrevo e falo o que falo POR CONTA PRÓPRIA, de forma INDIVIDUAL. Nem filiada sou. Não fui contratada, não recebo nada por isso e duvido que os partidos e políticos tenham a menor noção de que eu existo. Não tenho vínculo com nenhum partido ou político, exceto os estabelecidos pelas minhas convicções: sou movida POR ELAS E NADA MAIS. Portanto, já fiz minhas escolhas e tenho lado. E eu não posso manifestar isso no Orkut, usando um banner na minha foto, criando e gerenciando ou ao menos participando de uma comunidade para demonstrar minhas posições e debater os assuntos desta eleição? Não posso criar um perfil exclusivamente para isso, com o intuito de proteger minha intimidade e também meus amigos e familiares das ameaças que já recebi no meu primeiro perfil?

Controles como este que estão tentando impor, nem a própria ditadura militar conseguiu. Para banir de vez a campanha política no Orkut, seria necessário apagar todo o conteúdo da categoria "Política", já que a subjetividade de interpretação é vastíssima. Aí nós ficaríamos em outros fóruns do Orkut, debatendo as melhores maneiras de fazer uma bola de chiclete. Belo país estaremos construindo! E os blogs de opinião, então, terão que publicar desenhos animados e poesias. Quem tem mais de 40 anos sentiu arrepiar os pêlos da nuca, não é?

Antes de terminar este post, é preciso esclarecer uma coisa: o Orkut é um ambiente privado. Quem manda nele é o pessoal que gerencia o Google/Orkut. Nós estamos lá por comodato. Se, do dia para a noite, o próprio Orkut decidir que não quer mais debates políticos (ou religiosos ou sobre futebol, que são os três grupos que mais dor de cabeça dão para eles – e nenhum lucro) no seu espaço, estarão em pleno direito. Seria até compreensível, já que dá para entender perfeitamente que é pesado demais para o Google/Orkut, juridicamente falando, carregar como missão social a manutenção de assuntos tão polêmicos.

Mas, profissionais que são, duvido que os responsáveis pelo Google/Orkut decidissem tal coisa sem um aviso prévio razoável, como se fossem a Rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas gritando "cortem-lhe a cabeça!". Ainda assim, não caberia chamar esta situação de censura, e nós não poderíamos impor nossas expressões políticas por lá, cabendo-nos apenas lamentar, fazer back-ups e procurar outro espaço.

Acontece que esta imposição vem de fora. E seria feita mesmo que estivéssemos em outro site de relacionamentos. É claro que o Orkut incomoda mais porque é mais freqüentado, mas, tão logo outro ambiente se tornasse vultoso, sofreria as mesmas sanções.

Eu realmente não sei o que fundamenta esta resolução do TSE. Num país cuja maior mazela é o desinteresse político das pessoas e o afastamento dos cidadãos de bem dos assuntos públicos, a internet se tornou o lugar perfeito para estimular, seduzir e reaproximar as pessoas do tema, dado seu caráter ao mesmo tempo democrático e meritocrático, que dá abrigo a todos sem discriminações de cor, classe, gênero, religião ou idade, fazendo sempre destacar aquilo que realmente tem melhor qualidade.

Estas características tornam a internet atrativa a pessoas de todo nível de qualificação, puxando os debates para cima, uns aprendendo com os outros. E o Orkut, vastamente utilizado pelos jovens, tornou-se um local de especial fertilidade para o assunto. Será que, como disse meu amigo Thiago (ver posts abaixo), temem o envolvimento do jovem ou de mais setores da sociedade com a política? Temem o debate? Céus, mas tudo do que mais precisamos é debate! Debate entre candidatos, debate entre ideologias político-parditárias, debate de idéias, enfim, coisas que, pela legislação atual, já não podemos ver mais na TV ou ouvir no rádio, já que tudo virou panfletagem simplória.

Como é que o eleitor vai escolher direito, se está tudo amarrado? Se não é possível saber quem é melhor ou pior, já que plastificaram todos do mesmo tamanho, com este maldito isentismo que é parcial, pois quer que desiguais pareçam iguais?

Entendo que os únicos perfis ou textos que, sendo políticos ou não, devem ser cerceados em qualquer parte, não só no Orkut, são os que cometem ou fazem incitação ao crime (como venda de drogas, referências diretas a grupos armados e milícias etc.), pedofilia e propaganda nazista. Defendo veementemente a liberdade plena de expressão de opinião, sobretudo a política. Sobretudo num país que padece da falta de interesse da sociedade com o assunto. Sobretudo num país onde os maus avançam porque os bons silenciam.

Não silenciem. Não nos deixemos silenciar.


August 22, 2008 | 7:08 AM Comments  0 comments

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Na contramão da História

Justiça diz que candidatos não podem se promover na web.

Determinações da Justiça eleitoral sobre o uso da internet atingiram as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à prefeitura de São Paulo, e de Manuela D´Ávila (PCdoB), candidata à prefeitura de Porto Alegre (RS).

Em São Paulo, o juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral, determinou que Alckmin retire de sua página de campanha na internet vídeos veiculados no site YouTube e deixe de instalar links para que o usuário possa acessar essas imagens.

"A página do candidato não pode ser relacionada com outros sites gratuitos, como forma de extensão da propaganda eleitoral", diz o juiz.

A decisão, em caráter liminar, é fruto de representação da coligação São Paulo no Rumo Certo, de Gilberto Kassab (DEM).

O juiz rejeitou, no entanto, como pretendia a representação, que a campanha de Alckmin retire as imagens do próprio YouTube.

"Não há como ser verificada a responsabilidade dos representados na inserção dos vídeos contidos na página da internet conhecida como YouTube e tampouco é possível a retirada coercitiva desses vídeos daquele site", afirma o juiz, mencionando a liberdade de expressão como garantia pela manutenção dos vídeos hospedados no YouTube.

A assessoria de Alckmin informou que os links foram retirados preventivamente, quando a representação foi impetrada na semana passada.

Em Porto Alegre, a liminar da Justiça eleitoral foi mais longe ao determinar a retirada de uma comunidade do Orkut e de um vídeo do YouTube relacionados à candidata Manuela d´Ávila por considerar que veiculam material de campanha da deputada à prefeitura.

A decisão de sexta-feira do juiz Ricardo Hermann da 1ª zona eleitoral foi tomada a partir de uma representação do Ministério Público Eleitoral.

Segundo a assessoria do TRE-RS, o juiz entendeu que, pelas normas definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, os candidatos podem ter uma única forma de exibição na Internet. A equipe de Manuela alega dificuldades para cumprir a decisão.

"Não fomos nós que criamos a comunidade no Orkut e teremos dificuldades técnicas para retirar", disse Gustavo Alves, assessor de comunicação de Manuela.

Além da comunidade no Orkut e do vídeo no YouTube citados na liminar, existem outras duas comunidades e vários vídeos disponíveis sobre Manuela. Ela possui ainda dez perfis no Orkut e uma página oficial de seu mandato como deputada.

Oficialmente, nenhum seria de responsabilidade de sua campanha, mas a candidatura da jovem deputada comunista reconhece a Internet como um poderoso aliado. O desafio é adequar as ferramentas à legislação eleitoral.

"Estamos investindo tudo o que é possível, dentro da rigidez desta legislação, para disponibilizar o máximo de informações para o eleitor", disse Alves.

Fonte: FSP
O fato é que a comunidade do Orkut de Geraldo Alckmin que tem tradição e muita história para contar pois existe desde a campanha a presidente, foi para o espaço também.
  • Senhor Juiz, como assim o site na internet do candidato não pode apontar para outros inks? a internet é uma rede de links. Não existe isso de ficar estático na internet. Estamos na web 2.0 e EXIGIMOS poder debater virtualmente na internet sobre os candidatos, quaisquer que sejam. Para esse juiz aconselho um passeio básico pela campanha do Obama na internet para ver em quantas redes sociais ele está trabalhando.
  • O candidato Geraldo Alckmin não é dono da comunidade no Orkut. Portanto a comunidade não pode ser deletada ao bel pazer de um juiz que não entende nada de internet.
Isso que está acontecendo no Brasil desde a promulgação dessa lei mal feita é um absurdo e um atentado às liberdades individuais. Nós temos o direito de querer conhecer e debater sobre os candidatos. Afinal somos nós que vamos pagar seus salários! QUE ABSURDO!

August 20, 2008 | 11:08 AM Comments  0 comments

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