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Catherine Henry - My Blog
Se você esqueceu ou não aprendeu...
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A cada dia que passa, fico mais
apavorada com o nível gramatical dos jovens que escrevem na
internet. Parece que a gramática foi para o lixo da
História. Isso não pode continuar a ser assim.
Senão vamos para a ruina do nosso país.
Se você também pensa
como eu, então na próxima vez em que fôr postar
algo na internet, se tiver uma dúvida, vá
atrás de resolvê-la. Se você esqueceu como se
conjuga o verbo que quer utilizar na frase, encontrei um site onde
você coloca o infinitivo do verbo e encontra todos os tempos
conjugados a um clique de distância. O site é
esse.
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| September 2, 2008 | 8:09 AM |
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Reputação é tudo
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Indiscutivelmente, a internet
transformou-se nos últimos anos numa poderosa ferramenta de
informação, capaz tanto de construir quanto de
destruir reputações, o que se tornou também
uma fonte de preocupação principalmente para as
empresas. Com o aumento exponencial dos fóruns de
discussão, blogs e redes sociais, as
organizações nunca estiveram tão expostas a
cobranças de consumidores e a pressões sociais,
ambientais e políticas. Hoje, internautas e sobretudo
clientes usam a rede mundial desde para denunciar irregularidades
até para apontar problemas com produtos e com o atendimento.
Em resumo, com a expansão da web, a vigilância sobre
as empresas nunca foi tão grande. A Dell que o diga. Em
2005, a fabricante norte-americana de computadores teve sua imagem
seriamente abalada por causa de problemas com sua assistência
técnica. O caso, já bastante difundido na web,
aconteceu com o jornalista Jeff Jarvis. Ao ligar seu computador, um
laptop da marca recém-adquirido, percebeu que ele estava com
defeito. Como havia comprado o equipamento com direito a suporte em
casa durante dois anos, acionou o serviço. Após
descrever em detalhes o problema, obteve como resposta que de nada
adiantaria a visita de um técnico. Dezenas de conversas
telefônicas depois, e ainda sem uma solução,
Jarvis concordou em enviar o laptop para o conserto. A
máquina voltou com diversas peças trocadas e sem o
defeito resolvido. Envolveu-se, então, numa longa troca de
e-mails, e de nada adiantou. Irritado, o jornalista publicou em
site pessoal, o blog BuzzMachine, um post com o relato detalhado do
seu calvário, sob o sugestivo nome de Dell Hell (inferno da
Dell). A história se espalhou por todos os cantos do
ciberespaço e foi parar nas páginas de jornais como o
New York Times, Washington Post e Wall Street Journal. No Brasil,
um caso muito conhecido ocorreu entre um consumidor e a Fiat
Automóveis. Em 2002, o jornalista e professor
universitário Maritônio Barreto de Almeida, residente
em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, adiantou 15,5 mil reais como
parte de pagamento de um Fiat Stilo 1.8, cujo valor total era de
42,6 mil reais. Mas o carro não chegou. Depois de 51 dias de
espera e sem ter nenhuma satisfação da montadora,
mesmo após o envio de e-mails, fax e diversos telefonemas
para o serviço de atendimento ao cliente, ele decidiu criar
um site em tom satírico, que rapidamente ganhou notoriedade
na rede. Maritônio se vestiu de palhaço para protestar
contra o que considerou descaso e mau atendimento da montadora, e
estampou a foto na página. A montadora não achou
graça e emitiu uma notificação extrajudicial
exigindo que o provedor de hospedagem retirasse a página do
ar. Este, no entanto, não aceitou as exigências da
Fiat e manteve o site funcionando, até que uma
determinação judicial exigiu a retirada da
página da internet. O jornalista chegou a mudar de provedor,
mas a Fiat entrou com uma ação na Justiça, que
ordenou que o Registro.br, órgão responsável
pelo controle de domínios criados no Brasil, cancelasse o
domínio ‘maritonio.com.br'. Apesar de a
multinacional ter conseguido fechar o site, o caso teve enorme
repercussão na internet, o que, sem dúvida, causou
grande desgaste à marca. Os dois episódios ajudam a
confirmar um aforismo já antigo do mundo dos
negócios, segundo o qual uma marca leva anos para ser
construída, mas a sua destruição pode durar
minutos. Quando ela é exposta na internet, então, o
dano pode ser muito maior e mais rápido, e manchar ou
arrasar a reputação de uma empresa num piscar de
olhos. Um estudo recente realizado pelo Ibope/NetRatings, que
analisou o comportamento dos usuários que navegam em sites
relacionados a comunidades e blogs, em dez países da
América Latina, Europa e Ásia, corrobora a
percepção de que as redes sociais têm forte
influência em relação à
sustentação ou destruição de uma marca
ou reputação de uma organização. No
caso específico do Brasil o impacto, positivo ou negativo,
tende a ser ainda maior, pois é o país que mais
acessa redes sociais, com 18,5 milhões de pessoas, conforme
dados do instituto de pesquisas. Segundo a empresa, se forem
acrescidos a este número os fotologs, videologs e sistemas
de mensagens instantâneas, o número salta para 20,6
milhões de brasileiros que usam as redes sociais, o que
representa cerca de 90% do total de usuários que acessam a
internet mensalmente. “O crescimento acentuado das redes
sociais no Brasil e a influência que elas exercem sobre os
usuários que são também consumidores, ainda
não são amplamente conhecidos pelas
corporações. Pelo que temos observado, conhecer bem
essas redes sociais e aprender como fazer parte delas não
apenas previne eventuais crises ou problemas de imagem das
empresas, como também as aproxima de seus públicos,
funcionando como uma valiosa ferramenta estratégica”,
afirma Alexandre Magalhães, gerente de análise do
Ibope/NetRatings. O estudo, que fez parte de uma espécie de
relatório piloto de um novo produto anunciado pelo instituto
de pesquisas, batizado de Redes Sociais, usou como referência
as grandes montadoras de automóveis e a
relação destas com as redes de relacionamento. Os
resultados obtidos mostram dados interessantes. Um deles é
que caso elas decidissem realizar uma grande campanha para
impulsionar o consumo de automóveis e, para isso,
utilizassem seus sites oficiais, as montadoras falariam para cerca
de 2 milhões de pessoas duplicadas em um mês. Por
outro lado, se os membros das comunidades relacionadas às
marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou
contra o consumo de veículos, atingiriam 1 bilhão de
pessoas duplicadas. Ou seja, 500 vezes ou 49.900% mais impactos
possíveis do que as montadoras. Persona virtual Um outro
estudo, este do Aberdeen Group, constatou, no entanto, que as
empresas, de modo geral, já começam a se dar conta da
importância da internet também como ferramenta de
alerta quando a reputação de suas marcas está
em risco, seja devido ao defeito em um produto ou porque um cliente
está decepcionado com os serviços prestados. O que
muitas companhias ainda não sabem é como medir o
quanto a exposição negativa na rede mundial pode
afetar os negócios e como agir diante de uma
situação dessas. De acordo com o consultor
sênior do grupo Conectt, Cacau Guarnieri, a palavra-chave
é feedback. “A empresa precisa procurar ter um retorno
detalhado para saber o que está acontecendo, e o primeiro
passo é freqüentar a blogosfera e participar de
fóruns de discussão e redes sociais para saber o que
se fala na internet a respeito dela. Mas isso deve ser feito sem
nenhuma interferência, nenhuma
‘contaminação'. O objetivo deve ser
receber o feedback e gerenciar os resultados”, enfatiza. O
consultor explica que a reputação digital é
atribuída também ao que se convencionou chamar de
persona virtual –ou seja a representação na web
de uma pessoa ou empresa, que pode ser por meio de conteúdos
publicados, avatares (representações criadas dentro
do mundo virtual), serviços e produtos oferecidos. Ele
observa que a reputação digital é
construída sempre pelo “outro”. “Por
exemplo, quando colocamos uma avaliação positiva para
um vendedor no mercado livre estamos ajudando a construir sua
reputação digital, que pode ser positiva ou negativa.
O mesmo acontece quando damos estrelas para um determinado
vídeo no YouTube ou recebemos o comentário de alguma
pessoa em nosso blog. A reputação digital serve para
gerar valor e feedback para as nossas ações na web.
É por meio da reputação digital que criamos
referências e segurança quando precisamos delas dentro
do caos de informação ou de ambientes que demandam
relações baseadas na confiança – como os
de comércio digital”, detalha. Guarnieri destaca,
porém, que a reputação digital pode ser
construída tanto de forma positiva como extremamente
negativa. “Assistimos a casos da utilização de
redes de relacionamento, como o Orkut, para ações
bastante destrutivas de reputações. Nesse caso,
são ataques ou bullying que partem do digital e repercutem
no real, no físico. O meio digital amplifica e facilita o
ataque e o anonimato do agressor.” Para a advogada
especialista em direito digital, Patrícia Peck Pinheiro, as
empresas antes somente se preocupavam com o que colocavam na
internet, mas agora têm de se estar atentas ao que é
colocado sobre elas na rede mundial. Ela salienta também que
a web não só ampliou a repercussão dos
problemas com a reputação de uma empresa como
também diversificou os riscos. Entre as principais
situações de perigo que podem levar uma empresa a ter
sua imagem manchada, a advogada cita o vazamento de
informação confidencial, como, por exemplo, de um
projeto discutido em um blog ou site de relacionamento;
informações divulgadas por terceiros que podem
estremecer as relações com fornecedores e parceiros
negócios, ou impactar o desempenho das ações
em bolsa, no caso de companhias de capital aberto; a
violação dos direitos do consumidor e a
concorrência desleal, como o uso de links patrocinados
(anúncios exibidos na lateral das páginas de busca do
Google ou outro site de buscas) para uma marca que a empresa
revende, por exemplo, para trazer clientes em seu benefício.
Um dos problemas mais comuns envolvendo a reputação
na web, porém, apontado por Patrícia, é a
utilização do nome de domínio por empresas que
não detêm o direito sobre a marca. Segundo ela, no
Brasil, mais de mil casos já foram à Justiça
devido à disputa por endereços eletrônicos. Em
alguns, donos das marcas venceram quando a intenção
de golpe ficou clara. Esse tipo de apropriação, diz a
advogada, viola a lei de propriedade industrial “porque
possibilita que o terceiro não detentor do direito da marca
confunda o usuário da rede, trazendo, inclusive,
prejuízos de ordem financeira ao titular e induzindo o
consumidor a erro, pois poderá adquirir produto pensando ser
de determinada marca, quando na realidade é de outra”.
Em casos com esse, Patrícia recomenda que a empresa
detentora da marca envie uma notificação
extrajudicial exigindo do infrator o bloqueio, retirada e a guarda
do conteúdo como prova. Gerenciamento da marca O impacto que
um comentário feito em um blog, por exemplo, pode ter sobre
uma marca é imensurável. Qualquer pessoa pode criar
um blog e começar a falar para todo o planeta. “As
pessoas estão acostumadas a trabalhar com níveis
estrondosos, mas com a internet elas precisam compreender que
não é necessário 1 milhão de
comentários falando mal da empresa, basta um único
para que ele se espalhe rapidamente”, alerta Claudia Woods,
diretora de estratégia e inteligência da Predicta,
consultoria especializada na área de marketing digital. O
caso da Dell é ilustrativo do que fala a consultora –
o que começou como reclamação de um
único consumidor se transformou em uma discussão
nacional. Por isso, o desafio das empresas, segundo ela, é
achar o equilíbrio tanto do ponto de vista quantitativo
quanto qualitativo. “Às vezes, mesmo um simples
comentário, que não contenha necessariamente um tom
crítico, é um indicativo de algum problema”,
observa Claudia. Outro aspecto sensível é a
decisão de reagir ou não a um comentário
desfavorável à empresa. Mas para isso, a diretora da
Predicta esclarece que a empresa precisa ter um plano de
gerenciamento da marca e estabelecer limites de até onde
são aceitáveis as críticas ou os protestos de
um cliente. “O primeiro passo para isso é simples,
basta que a empresa abra espaço – um blog, por exemplo
– para ouvir e dialogar com os clientes. Mas ela precisa ter
consciência de que não se trata das cartas de leitores
tradicionais, em que os leitores escrevem reagindo, positiva ou
negativamente, ao que leram, e que podem ser filtradas. Num blog
não há como impedir que uma pessoa se
manifeste.” A criação de blogs, grupos de
discussão e comunidades é apontada por especialistas
em web como uma demonstração de que a empresa
está disposta a dialogar com seus clientes. Na verdade,
trata-se de um trabalho preventivo, segundo Alexandre Kavinski,
diretor de novos negócios da Mídia Digital, uma
agência de comunicação online que oferece
soluções completas em internet, mídia on-line,
criação de websites, publicidade na internet. Ele
explica que a sustentação da reputação
on-line envolve dois aspectos: a proteção da imagem
da empresa em si e a monitoração constante dos
consumidores na internet. “Mas as empresas precisam ter claro
que não basta somente controlar a reputação,
é necessário que desenvolvam um trabalho de
posicionamento da marca, ou seja, como ela quer que o consumidor a
veja ou a associe.” Kavinski diz que o que se percebe no
mercado brasileiro é que muitas empresas estão
presentes na internet sem saber o que desejam atingir. “E
isso pode ser frustrante”, alerta o executivo. Os
especialistas são unânimes em salientar que quando uma
pessoa ou um grupo está atuante e determinado a protestar, o
pior que você pode fazer é ignorá-lo. Mesmo que
os ataques sejam pequenos, as empresas não podem se dar ao
luxo de cruzar os braços. A Dell, ao menos, aprendeu a
lição. Após a repercussão do caso do
jornalista Jeff Jarvis, a fabricante criou um site chamado Idea
Storm (Tempestade de Idéias) para receber sugestões e
reclamações dos clientes. Outras empresas preocupadas
com a sua reputação na web deveriam seguir o mesmo
caminho.
Fonte: TI Inside
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| September 1, 2008 | 8:09 AM |
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A CIA - Central Intelligence Agency obtém ricas informações de blogs
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Publicado no Blog Inteligência
Competitiva
"CIA mines
'rich' content from blogs" (CIA pesquisa rico conteúdo de
blogs) é o título do artigo publicado no "The Washington Times" de 24 de agosto de 2008,
mostrando como os blogs podem ser uma valiosa fonte de
informações.
É
importante para quem tem um blog saber o que deve ou não
publicar, pois esta ferramenta de comunicação,
aparentemente inofensiva, tem abrangência mundial e é
fonte de informação aberta, podendo ser acessada por
qualquer pessoa.
Este blog passa, a
partir deste momento, ser monitorado pela CIA pelo fato de terem
sido utilizadas algumas palavras-chave, associadas à
segurança doméstica americana e que são
sistematicamente monitoradas pelos sistemas de rastreamento de
comunicações (telefone, fax e email) da NSA -
National Security Agency.
O artigo do
"The Washington Times" foi mantido em inglês, como
originalmente publicado.
President Bush and U.S.
policy-makers are receiving more intelligence from open sources
such as Internet blogs and foreign newspapers than they previously
did, senior intelligence officials said.
The new Open Source
Center (OSC) at CIA headquarters recently stepped up data
collection and analysis based on bloggers worldwide and is
developing new methods to gauge the reliability of the content,
said OSC Director Douglas J. Naquin.
"A lot of blogs now
have become very big on the Internet, and we're getting a lot of
rich information on blogs that are telling us a lot about social
perspectives and everything from what the general feeling is to ...
people putting information on there that doesn't exist anywhere
else," Mr. Naquin told The Washington Times.
Eliot A. Jardines,
assistant deputy director of national intelligence for open source,
said the amount of unclassified intelligence reaching Mr. Bush and
senior policy-makers has increased as a result of the center's
creation in November.
"We're certainly
scoring a number of wins with our ultimate customer," said Mr.
Jardines, who became the first high-level official in charge of the
government's nonsecret intelligence in December.
"I can't get into
detail of what, but I'll just say the amount of open source
reporting that goes into the president's daily brief has gone up
rather significantly," Mr. Jardines said. "There has been a real
interest at the highest levels of our government, and we've been
able to consistently deliver products that are on par with the rest
of the intelligence community."
Mr. Naquin said recent
OSC successes have included the discovery of a technology advance
in a foreign country. Also, most data on avian flu outbreaks come
from open sources, he said.
"Have we got coups out
of it? Close to it," Mr. Naquin said. "But certainly we've had more
insight than we've ever had before."
The OSC uses powerful
computers and software technology to "sift" the Internet for
valuable intelligence. It also buys information from commercial
databases.
In the past,
open-source reports were used mainly by intelligence analysts.
"But now our customer
base literally ranges from the president to local police
departments," Mr. Naquin said. The Fairfax County police use OSC
products, as do police departments in San Diego, New York and
Baltimore. The center also provides support to the U.S.
military.
A Defense Department
official said Chinese military bloggers have become a valuable
source of intelligence on Beijing's secret military buildup. For
example, China built its first Yuan-class attack submarine at an
underground factory that was unknown to U.S. intelligence until a
photo of the submarine appeared on the Internet in 2004.
The center took over
the CIA's Foreign Broadcast Information Service, known as FBIS,
that was formed in 1941 to translate foreign broadcasts.
The OSC is doubling its
staff and bringing in material from 32 government agencies that
also produce unclassified reports, Mr. Jardines said.
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| August 25, 2008 | 7:08 AM |
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O que está havendo é muito grave: leia até o fim por favor
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Escrito por Brasileira
Insone em seu blog: Republico o texto
da minha colega de orkut aqui porque o que está acontecendo
do ponto de vista da Liberdade de Expressão no Brasil
é muito grave. Está na hora de tomarmos a
única atitude que podemos tomar. Falar sobre o assunto. Leia
por favor.
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Estes
últimos dias foram intensos. Tenho tanta coisa a dizer que
às vezes parece que estão saindo letrinhas pelos
orifícios da minha cabeça.
Eu entendo que
muitos estejam fazendo pouco caso do que está
acontecendo.
Uma parte
destas pessoas se esquece de que este não é um
problema que deve preocupar apenas usuários do Orkut.
Trata-se de um
precedente que coíbe a manifestação
política, a publicidade espontânea do voto de cada um
e o debate em busca de outros.
Não
importa o ambiente, se é aquele que a gente usa ou
não. Importa combater o que está errado mesmo que,
num primeiro momento, isso não esteja nos atingindo.
Mas a maior
parte talvez não esteja se importando muito porque julga que
o Orkut é uma coisa para adolescentes e crianças.
Enganam-se. O Orkut é uma ferramenta – nada mais que
uma ferramenta – como outra qualquer, como um lápis,
como um carro.
Um
lápis pode ser usado por uma criança para fazer
desenhos, mas também pode servir para um grande homem
escrever sua obra-prima e ganhar o Prêmio Nobel. E o mesmo
lápis pode servir para o chefe de uma quadrilha enviar um
recado aos seus comparsas. Igualmente, um carro pode servir tanto
para dar um passeio, como para levar alguém ao hospital ou
para assaltar um banco. Tudo depende do uso que se dá.
Em especial, o
Orkut é uma ferramenta que propicia 1) o reencontro de
pessoas que não se viam há muito tempo; 2) a
aproximação de pessoas que têm pensamentos ou
interesses afins; e 3) o debate franco sobre qualquer assunto, com
todas as vantagens e desvantagens que isso tem.
Por isso,
creio que é hora de fazer alarido público e junto
à imprensa, sim. O fato de interferirem, da forma como
estão interferindo, no Orkut é coisa grave, e deve
despertar a atenção dos defensores da democracia e da
liberdade de expressão. Essa determinação do
TSE simplesmente nos deixou sem ação na internet,
como cidadãos. É um descalabro que a justiça
impeça que os cidadãos declarem publicamente seus
votos (como muitos faziam no seu avatar) em um ambiente privado
(sim, o Orkut, embora virtual, é um ambiente privado –
já volto a falar sobre isso). É como se entrassem no
nosso quintal e dissessem: "não, vocês não
podem usar bottons do candidato de vocês, nem balançar
bandeiras etc".
Estas coisas
costumam funcionar como dominó (se não pode isso,
também não pode aquilo; se não pode aquilo,
aquele outro também não etc.), como já
estão funcionando: hoje à tarde foram apagados mais
perfis de nossos amigos, incluindo um em homenagem ao Mário
Covas, sem banner nem nada – que, me digam, o que tem a ver
com o peixe da eleição deste ano?
Segundo o que
estamos vendo acontecer, perfis que simplesmente tenham banner do
candidato e/ou seu número estão sendo apagados.
Então pergunto: e campanha contra, pode? Por exemplo, se eu
quiser colocar um banner com Eu não voto em corruPTos, ou
quiser colocar Fora Marta ou Fora Gleisi, aí pode? E se eu
colocar Geraldo Alckmin Prefeito ou Beto Richa Prefeito no meu
sobrenome, aí pode? E se eu pedir votos para as pessoas nas
comunidades, mesmo sem ter nada no perfil, pode? Como é que
vão vigiar tudo isso? E qual é a diferença
entre isso e usar um botton no peito e sentar na mesa de um bar e
tentar convencer os amigos a votar no meu candidato? Ou vão
querer vigiar isso também? E se eu copiar e colar (com a
fonte) a notícia boa e/ou ruim sobre um candidato de um
jornal, revista ou portal de emissora de TV num tópico? Ou
copiar e colar o comentário do blog de um jornalista de
opinião, favorável a um candidato, numa comunidade?
Isso não é fazer campanha na internet também?
Ou até o jornalista no blog dele vai ser censurado? Por que
é que pode elogiar um candidato no blog dele não pode
copiar a opinião dele para cá ou espalhá-la no
Orkut? Como diferenciar o que é fazer campanha do que
não é? Ou só pode se manifestar
"politicamente" (?) na internet quem é jornalista ou ainda
não tem certeza de em quem vai votar?
Vou dar o
exemplo do meu caso. Não estou oficialmente na campanha de
qualquer político. Escrevo o que escrevo e falo o que falo
POR CONTA PRÓPRIA, de forma INDIVIDUAL. Nem filiada sou.
Não fui contratada, não recebo nada por isso e duvido
que os partidos e políticos tenham a menor
noção de que eu existo. Não tenho
vínculo com nenhum partido ou político, exceto os
estabelecidos pelas minhas convicções: sou movida POR
ELAS E NADA MAIS. Portanto, já fiz minhas escolhas e tenho
lado. E eu não posso manifestar isso no Orkut, usando um
banner na minha foto, criando e gerenciando ou ao menos
participando de uma comunidade para demonstrar minhas
posições e debater os assuntos desta
eleição? Não posso criar um perfil
exclusivamente para isso, com o intuito de proteger minha
intimidade e também meus amigos e familiares das
ameaças que já recebi no meu primeiro perfil?
Controles como
este que estão tentando impor, nem a própria ditadura
militar conseguiu. Para banir de vez a campanha política no
Orkut, seria necessário apagar todo o conteúdo da
categoria "Política", já que a subjetividade de
interpretação é vastíssima. Aí
nós ficaríamos em outros fóruns do Orkut,
debatendo as melhores maneiras de fazer uma bola de chiclete. Belo
país estaremos construindo! E os blogs de opinião,
então, terão que publicar desenhos animados e
poesias. Quem tem mais de 40 anos sentiu arrepiar os pêlos da
nuca, não é?
Antes de
terminar este post, é preciso esclarecer uma coisa: o Orkut
é um ambiente privado. Quem manda nele é o pessoal
que gerencia o Google/Orkut. Nós estamos lá por
comodato. Se, do dia para a noite, o próprio Orkut decidir
que não quer mais debates políticos (ou religiosos ou
sobre futebol, que são os três grupos que mais dor de
cabeça dão para eles – e nenhum lucro) no seu
espaço, estarão em pleno direito. Seria até
compreensível, já que dá para entender
perfeitamente que é pesado demais para o Google/Orkut,
juridicamente falando, carregar como missão social a
manutenção de assuntos tão
polêmicos.
Mas,
profissionais que são, duvido que os responsáveis
pelo Google/Orkut decidissem tal coisa sem um aviso prévio
razoável, como se fossem a Rainha de Copas de Alice no
País das Maravilhas gritando "cortem-lhe a cabeça!".
Ainda assim, não caberia chamar esta situação
de censura, e nós não poderíamos impor nossas
expressões políticas por lá, cabendo-nos
apenas lamentar, fazer back-ups e procurar outro espaço.
Acontece que
esta imposição vem de fora. E seria feita mesmo que
estivéssemos em outro site de relacionamentos. É
claro que o Orkut incomoda mais porque é mais
freqüentado, mas, tão logo outro ambiente se tornasse
vultoso, sofreria as mesmas sanções.
Eu realmente
não sei o que fundamenta esta resolução do
TSE. Num país cuja maior mazela é o desinteresse
político das pessoas e o afastamento dos cidadãos de
bem dos assuntos públicos, a internet se tornou o lugar
perfeito para estimular, seduzir e reaproximar as pessoas do tema,
dado seu caráter ao mesmo tempo democrático e
meritocrático, que dá abrigo a todos sem
discriminações de cor, classe, gênero,
religião ou idade, fazendo sempre destacar aquilo que
realmente tem melhor qualidade.
Estas
características tornam a internet atrativa a pessoas de todo
nível de qualificação, puxando os debates para
cima, uns aprendendo com os outros. E o Orkut, vastamente utilizado
pelos jovens, tornou-se um local de especial fertilidade para o
assunto. Será que, como disse meu amigo Thiago (ver posts
abaixo), temem o envolvimento do jovem ou de mais setores da
sociedade com a política? Temem o debate? Céus, mas
tudo do que mais precisamos é debate! Debate entre
candidatos, debate entre ideologias
político-parditárias, debate de idéias, enfim,
coisas que, pela legislação atual, já
não podemos ver mais na TV ou ouvir no rádio,
já que tudo virou panfletagem simplória.
Como é
que o eleitor vai escolher direito, se está tudo amarrado?
Se não é possível saber quem é melhor
ou pior, já que plastificaram todos do mesmo tamanho, com
este maldito isentismo que é parcial, pois quer que
desiguais pareçam iguais?
Entendo que os
únicos perfis ou textos que, sendo políticos ou
não, devem ser cerceados em qualquer parte, não
só no Orkut, são os que cometem ou fazem
incitação ao crime (como venda de drogas,
referências diretas a grupos armados e milícias etc.),
pedofilia e propaganda nazista. Defendo veementemente a liberdade
plena de expressão de opinião, sobretudo a
política. Sobretudo num país que padece da falta de
interesse da sociedade com o assunto. Sobretudo num país
onde os maus avançam porque os bons silenciam.
Não
silenciem. Não nos deixemos silenciar.
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| August 22, 2008 | 7:08 AM |
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Na contramão da História
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Justiça diz que
candidatos não podem se promover na web.
Determinações da
Justiça eleitoral sobre o uso da internet atingiram as
candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB), que
concorre à prefeitura de São Paulo, e de
Manuela D´Ávila (PCdoB), candidata
à prefeitura de Porto Alegre (RS).
Em São Paulo, o juiz
Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral,
determinou que Alckmin retire de sua página de campanha na
internet vídeos veiculados no site YouTube e deixe de
instalar links para que o usuário possa acessar essas
imagens.
"A página do candidato
não pode ser relacionada com outros sites gratuitos, como
forma de extensão da propaganda eleitoral", diz o juiz.
A decisão, em caráter
liminar, é fruto de representação da
coligação São Paulo no Rumo Certo, de Gilberto
Kassab (DEM).
O juiz rejeitou, no entanto, como
pretendia a representação, que a campanha de Alckmin
retire as imagens do próprio YouTube.
"Não há como ser
verificada a responsabilidade dos representados na
inserção dos vídeos contidos na página
da internet conhecida como YouTube e tampouco é
possível a retirada coercitiva desses vídeos daquele
site", afirma o juiz, mencionando a liberdade de expressão
como garantia pela manutenção dos vídeos
hospedados no YouTube.
A assessoria de Alckmin informou
que os links foram retirados preventivamente, quando a
representação foi impetrada na semana passada.
Em Porto Alegre, a liminar da
Justiça eleitoral foi mais longe ao determinar a retirada de
uma comunidade do Orkut e de um vídeo do YouTube
relacionados à candidata Manuela d´Ávila por
considerar que veiculam material de campanha da deputada à
prefeitura.
A decisão de sexta-feira do
juiz Ricardo Hermann da 1ª zona eleitoral foi tomada a partir
de uma representação do Ministério
Público Eleitoral.
Segundo a assessoria do TRE-RS, o
juiz entendeu que, pelas normas definidas pelo Tribunal Superior
Eleitoral, os candidatos podem ter uma única forma de
exibição na Internet. A equipe de Manuela alega
dificuldades para cumprir a decisão.
"Não fomos nós que
criamos a comunidade no Orkut e teremos dificuldades
técnicas para retirar", disse Gustavo Alves, assessor de
comunicação de Manuela.
Além da comunidade no Orkut
e do vídeo no YouTube citados na liminar, existem outras
duas comunidades e vários vídeos disponíveis
sobre Manuela. Ela possui ainda dez perfis no Orkut e uma
página oficial de seu mandato como deputada.
Oficialmente, nenhum seria de
responsabilidade de sua campanha, mas a candidatura da jovem
deputada comunista reconhece a Internet como um poderoso aliado. O
desafio é adequar as ferramentas à
legislação eleitoral.
"Estamos investindo tudo o que
é possível, dentro da rigidez desta
legislação, para disponibilizar o máximo de
informações para o eleitor", disse Alves.
Fonte: FSP
O fato
é que a comunidade do Orkut de Geraldo Alckmin que tem
tradição e muita história para contar pois
existe desde a campanha a presidente, foi para o espaço
também.
- Senhor Juiz,
como assim o site na internet do candidato não pode
apontar para outros inks? a internet é uma rede de links.
Não existe isso de ficar estático na internet.
Estamos na web 2.0 e EXIGIMOS poder debater virtualmente na
internet sobre os candidatos, quaisquer que sejam. Para esse juiz
aconselho um passeio básico pela campanha do Obama na
internet para ver em quantas redes sociais ele está
trabalhando.
- O candidato Geraldo Alckmin não é dono da comunidade no
Orkut. Portanto a comunidade não pode ser deletada ao bel
pazer de um juiz que não entende nada de
internet.
Isso que
está acontecendo no Brasil desde a promulgação
dessa lei mal feita é um absurdo e um atentado às
liberdades individuais. Nós temos o direito de querer
conhecer e debater sobre os candidatos. Afinal somos nós que
vamos pagar seus salários! QUE
ABSURDO!
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| August 20, 2008 | 11:08 AM |
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